Quarta-feira, 04.02.09

 

Se eu os comer passo no exame?

 

ah! um PSsezito - é obvio que a imagem é tirada d internet... claro que eu sei desenhar, mas é mais casinhas com arvorezinhas e nuvens e sois e ... estou passada ! :)



publicado por Jo às 16:52 | link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito

Terça-feira, 03.02.09

Eu sou uma gaija muito mimada pelas minhas meninas :) Dois prémios para este blog...

 

E

 

Estes miminhos vieram da Bichana, Pankas, Cloudy e Mafalda :) Obrigado...
Desta vez vou passa-lo sim.
Retribuo entao:
- Bichana
- Pankas
- Cloudy
- Mafalda
 
e passo também aos seguintes:
- Cenas de "Gaija"                              
- Drink               
- Mario
- Bruto
- Adnirolfa
- Quase quarenta
- P-estrangeiro
- Onmyownproject
- A.S.
- Ray
- G.
- Cuidado ao abrir
- Tammi
- Chocolate suisse
- Pobre(o)Tanas
- Pára Escuta e Olh...       
- Silent
- Sorriso
- Darkstar
- Apaixonada
- Inês ;)
- Palpita
- RUIM
 

A todos estes e a muitos mais agradeço as visitas ao longo do tempo  e os comentarios que foram deixando neste blog, que faz este mes meio aninho :) Obrigado por me lerem e obrigado por escreverem e eu vos poder ler ;)



publicado por Jo às 11:17 | link do post | comentar | ver comentários (22) | favorito

Domingo, 01.02.09

A famosa "dor de corno" é deveras lixada... se eu soubesse o que sei hoje ha 10 anos atras nao tinha dado para tras a um miudo, que hoje é doutor e LINDO, mas mesmo LINDO de morrer...

Joana Maria, tantas patadas deste na tua vida minha filha...


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publicado por Jo às 22:12 | link do post | comentar | ver comentários (12) | favorito

Segunda-feira, 26.01.09

Eu caminhava rapido, perdida nos meus pensamentos, tao distraida que nao reparei em nada. Nao reparei nela, que caminhava lentamente, que seguia perdida entre o passado e o presente. Nao reparei na personagem que devagarinho seguia o seu rumo.

Chocamos. Ela caiu desamparada no chao e eu afligi-me. Quando se tem cerca de 85 anos e se cai desamparada no chao é simplesmente um perigo enorme... Baixei-me para ajuda-la a levantar e foi quando lhe toquei no braço, que me olhou com aqueles dois olhos profundos.

Foi ai que a senti. Os cabelos brancos que deveriam impor respeito eram por si desprezados. Presos por uma longa trança, nao estavam propriamente domesticados. Continuei a senti-la. As rugas, vincadas, portadoras de uma sabedoria, de uma experiencia de vida, mostravam que por aquela vida muito passou, que naquela vida muito se viveu.

O olhar... mais terno que o de um cachorrinho, meigo a procura de um carinho. Olhar aguado que me fez sentir a dor de uma filha, a tristeza de um corpo estéril, a alegria do que restava de uma jovem sonhadora.

Senti...

Alcançara muito na vida. Chegara longe. Os olhos sabios diziam que havia sido alquém forte na vida. Sofrera certamente. Alguma vez passou fome? Nao sei, nao consegui ver. As maos... so olhando se podia ver que nunca estivera parada.  Sorriu-me. Aquele sorriso... portador de toda a luz do mundo. E eu ali parada a olhar aquele rosto, tao pequenino e enrugado que me dizia tanto... Sorri-lhe de volta e os olhos marejados, como que constantemente, trouxeram-me todo brilho e amor deste mundo. Um momento magico. Inexplicavel. Tolo talvez. Mas intenso.

Largou umas doces palavras:

- Obrigada minha filha...

Dizendo isto, com toda a doçura que se possa alguma vez saborear em tres palavras, seguiu o seu caminho, por momentos interrompido por mim...

Vi-a, caminhar lentamente, ja de costas viradas para mim e eu, parada, a olhar... Os carros continuavam a passar certamente, e outras personagens também, mas eu nao dava conta de nada, perdida em sensaçoes estranhas...

Um dia foi criança, cresceu e foi adolescente. Também errou, também pecou. Foi amada, mas nao amou... Viveu como soube, mas nunca como um dia desejou. Procurou e nao encontrou. Sorriu, mas nunca feliz na totalidade. Chorou, muitas vezes sem saber porque. Perguntou, mas nunca ninguém respondeu... Quis, mas nunca aconteceu...

 

Enquanto ela, muito lentamente, seguia o seu caminho, insisti a olha-la... e vi-me... ali vou eu, se algum dia chegar aos 85 anos...

 

(texto ficticio para a fabrica de historias)

 

 



publicado por Jo às 22:10 | link do post | comentar | ver comentários (12) | favorito

A vida é tipo um labirinto, quando pensamos estar a encontrar a saida, batemos com os "ramos" nos arbustos (filhos da mae, aparecem sem avisar!!)



publicado por Jo às 20:53 | link do post | comentar | ver comentários (19) | favorito

Domingo, 25.01.09

Corre uma brisa...

Nao chove...

Ela olha a sua volta

contemplando o pouco que pode.

 

Procura o que nao ve,

Quer o que nao pode ter,

Sorri,

Ninguém sente o calor do seu sorriso

mas sorri na mesma...

 

Aperta o casaco contra o peito,

Sente uma dor,

Sente um frio,

Percebe que esta mais nua que nunca...



publicado por Jo às 23:10 | link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Quinta-feira, 22.01.09

Pois nao... é verdade. Nao se esquece. Mas quanto a mim nao é por ser inesquecivel. Nao é porque nao voltamos a amar da mesma forma, ou porque aquela pessoa era um deus tal, que pensamos nele a cada dia e minuto das nossas vidas... nao é tudo tao linear... Pelo menos, falo por mim, e sinceramente acredito piamente que se reflecte na maioria dos casos...

 

O nosso primeiro amor é quase sempre vivenciado nos primeiros anos da nossa vida como adultos. é na altura em que começamos a sair, a viver coisas novas. é nessa altura que descobrimos também o prazer e o conforto de se ter alguém ao nosso lado, e como tal certas coisas, como ir ao cinema, cozinhar, ou ir a uma festa de aniversario de um puto da familia, ganham uma nova dimensao quando feitas a dois.

Nessa altura somos também mais ousados, e na verdade, muitas das vezes temos mesmo de ser ousados. Se queremos fazer amor, tem mesmo que ser "onde calha", um bocado as escondidas, sem ninguém se aperceber. Com a minha idade agora, e mais velhos, ja nao precisamos andar com invençoes para arranjar espaço para. Nao é preciso recorrer a sitios extremamente perigosos, porque ja ha o "na tua casa ou na minha" porque a maior parte das pessoas ja tem o seu espaço. Ja nao ha aquele "medo" de admitir que se quer estar so com o namorado. Ja nao ha a necessidade de aproveitar cada segundo porque amanha pode nao dar. Quando ficamos mais velhos, so nao da se nao quisermos e acabou. Nao me venham com tretas.

 

As coisas também sao ditas com muito mais naturalidade enquanto jovens. Depois de adultos e mais experientes,  por vezes calejados, aprendemos a nao dar tudo de nos. Instintivamente colocamos obstaculos nos nossos sentimentos, de modo a nao mostrar ao outro a importancia que tem para nos. Quando jovens, perdemos por vezes o orgulho, aceitamos muitas coisas e gritamos ao mundo o que sentimos, porque afinal é do nosso"grande amor" que estamos a falar.

 

Além disso, os melhores momentos da nossa vida: a adolescencia, as maluqueiras na escola secundaria, a entrada para a faculdade ou o iniciar no primeiro emprego sao quase sempre partilhados com esse grande amor. Logo, mais tarde, quando nos recordamos dessas situaçoes, vem o melro atrelado nas recordaçoes.

 

Significa que esse amor é o grande amor? Significa que, por ter sido o nosso primeiro amor, sera o nosso grande amor, para sempre guardado no nosso coraçao num cantinho qualquer com uma placa a dizer "tinha tudo para ser perfeito"? Nao me acredito...

 

Sera o unico amor que nos dara vontade de dar este mundo e o outro para o fazer sorrir?

Sera o unico amor que nos fez perceber o que é amor, ternura e partilha?

Nao creio em nada disso e sim, sou uma descrente... mas simplesmente ja vi muito neste curto tempo de vida, e sei, que como nada dura para sempre, também nada é impossivel. E nada mas mesmo nada sera amanha o que é hoje... nao no amanha, amanha, mas no amanha dentro de anos.

 

Nao estou ressabiada. Estou sim acordada. E é tao bom viver de olhos abertos... e nao, nao se perde nada...e sim, vive-se na mesma.

 

 



publicado por Jo às 20:40 | link do post | comentar | ver comentários (19) | favorito

Chovia bastante... eu caminhava para o supermercado, quando de repente olhei para aquelas grandes janelas. Ja nao entro la ha mesmo muito tempo... Do lado de dentro olham-me pessoas com ar sereno, enquanto bebem o seu café e comem as suas torradas. Um dia também eu estive ali sentada... nao uma, nem duas, nem tres vezes... Escolhiamos sempre o mesmo pequeno-almoço e a mesma mesa... ali servia-se (e decerto ainda se serve!) o melhor cappuccino que ha...

Ali conversavamos, esquematizavamos os nossos planos para o futuro, sonhavamos o que ainda havia para sonhar, relembravamos um ao outro o que os anos juntos ja nos tinham trazido. Prometiamos e sorriamos. Aceitavamos que a vida era aquilo. Estavamos um para o outro e a vida seria assim.

 

Nao foi preciso muito para isso mudar.

E é nisto que sei, que sinto que nao sou boazinha como muita gente pensa... porque no fundo... preferia que tivesses morrido. Nao é saudade, mas sim tristeza, porque sinto que roubaste o melhor de mim.

 

Entro no carro. Ainda chove. Olho pela ultima vez para aquela janela e prometo a mim mesma que um dia destes entro la sozinha.



publicado por Jo às 17:55 | link do post | comentar | ver comentários (16) | favorito

Terça-feira, 20.01.09

Acordei mais uma vez com a agua a escorrer-me pela testa... Aquele rosto nao me largava. Por muito que tentasse, nao conseguiria esquecer aquela noite.

Levantei-me e fui tomar um duche. Deixei que a agua quente me massajasse as costas. Nao consegui impedir as lagrimas. Nao contei a ninguém, e nunca iria contar. é um segredo que ira comigo até ao tumulo. Tenho vergonha, e tenho medo, muito medo do que possam pensar, do que possam dizer, do que possam fazer com a minha vida...

 

Quando tocaram a campainha ainda eu estava no duche. Apressei-me a vestir e abri a porta. A minha irma entrou e sentou-se na sala.

- Joao, eu gostava mesmo de saber o que se passa contigo...

Olhei-a de soslaio... ela e o raio da mania que é sabichona. Se me deixasse sossegadinho pelo menos uma vez na vida. é por isso que detesto ter uma irma mais velha. Pensa que sabe tudo e no fundo nao conhece o proprio irmao.

A nossa conversa nao chegou a lado nenhum. Eu nao lhe iria contar nada do que se passara ha uns meses, nem lhe contaria que hoje iria a uma consulta. O resultado dos exames também ninguém sabera. Se for positivo? Sou egoista sim! Nao conto, nao! Tenho direito a viver com dignidade. Tenho direito que continuem a olhar  para mim com normalidade, e nao como quem carrega uma cruz capaz de a passar para as costas de cada um.

Eu nao pedi nada disto... Nao pedi o que aconteceu naquela noite. Tive culpa sim. Bebi, deixei-me cair, nao me cuidei, mas foi so nisso que tive culpa. O resto veio qual castigo dos céus, se é que isso existe. Tenho as minhas duvidas perante tanta crueldade.

 

Ela insistiu em saber o que se passava comigo. O porque de ter terminado a relaçao com a Andreia. O porque de ter deixado a minha carreira de professor. O porque de me manter fechado em casa.

- Estou bem, normal, so quis mudar de vida... - respostas caoticas, de um ser caotico, numa vida nao menos caotica...

Ela saiu, completamente frustrada por nao levar as informaçoes que tencionava passar a mae. Eu deixei-me cair no sofa. Adormeci e vi aquele rosto. Eu gritava de dor. Acordei.

Olhei para o relogio. Estava na hora.

 

Entrei na clinica. Esperei pela minha vez. Nao foi preciso o médico me ler o resultado do exame de sangue. No seu olhar percebi tudo.

 

Enquanto caminhava para casa, apertava as maos.

- Positivo... deu positivo... e agora?

E agora? O que vai ser da minha vida? Quanto tempo vai durar a minha vida? O que vou fazer?

Nao posso contar a ninguém... se eu proprio nao me aceito neste estado, os outros repudiar-me-ao...

Nao posso... e no entanto, continuo a ser eu, o Joao, amigo dos meus amigos, bom filho, bom funcionario... sou eu e nao sou... porque agora, no meu dia-a-dia existe mais um sentimento, que jamais desaparecera... o medo... medo que descubram...

 

Nao, nao podem descobrir...

 

 

(texto ficticio criado por mim para a fabrica de historias)

 



publicado por Jo às 13:34 | link do post | comentar | ver comentários (16) | favorito

Terça-feira, 13.01.09

 

Quando ela me estendeu aquele envelope amarelo, ja gasto pelo tempo, os meus olhos brilharam de emoçao… sempre esperara por aquela carta, mas esta demorara mais de vinte anos a chegar…
 
Foi a tremer que a abri, com muito cuidado, para nao rasgar o envelope, quase tao precioso quanto o conteudo.
 
E quando comecei a le-la, as lagrimas rolaram-me pela face…
 
« Querida filha,
 
Depois de tantos anos em silencio resolvi escrever-te. A coragem que me faltava apareceu-me com a doença que apenas me deixa mais uns meses vivo… Sei que jamais terei o teu perdao. Sei que que nao o mereço… mas por favor acredita que durante todos estes anos pensei em ti.
Quando vos abandonei fui um cobarde. Eu sei… queria mais da vida e so muito tarde me apercebi que a tua mae nao era a mulher que eu procurava. Nao consegui agir da maneira certa e fugi.
Agora, nao te conheço. Nao sei como és. Nao sei se seguiste a faculdade, se ja trabalhas ha alguns anos… Talvez até ja sejas casada, eu ja tenha netos, e estes até ja saibam falar… Nao faço ideia do rumo que a tua vida levou… afinal tinhas apenas tres anos quando sai de casa. Sera que ainda te recordas do meu rosto ?
 
Depois de sair de casa, viajei para o Canada, onde comecei a trabalhar… nao foi facil… o processo de adaptaçao foi complicado mas entretanto conheci uma mulher espantosa, a minha actual esposa, e foi com a sua ajuda que ultrapassei muitas das dificuldades. Hoje temos dois filhos maravilhosos, os teus irmaos. O Joao, mais novo do que tu seis anos, entrou este ano para a universidade. O mais novo, o André, é jogador profissional de hoquéi e estuda num colégio privado. Eles ja sabem da tua existencia e insistem em conhecer-te.
 
Quando te sentires preparada e quiseres viajar até ao Canada, tens aqui uma grande casa com piscina, onde voces irao gozar muito… Podes ficar o tempo que quiseres, seras acolhida como membro da familia.
 
Por favor querida filha, considera a possibilidade desta viagem. Lembra-te que o teu querido pai ja nao aguenta mais do que meio ano vivo, e gostaria imenso de te ver.
 
Com todo o meu amor,
 
Pai”
 
 
 
Peguei numa folha e numa caneta e ainda a tremer, escrevi:
 
« Querido Pai,
 
Durante anos aguardei noticias tuas. Enquanto isso, ia vendo a mae lavada em lagrimas, sem saber se ela chorava por saudades, se por tristeza, se por nao ter dinheiro para pagar as dividas que deixaste. No entanto, o meu coraçao arranjava sempre uma desculpa para a tua ausencia e o teu silencio.
 
Cresci sem pai, porque a mae nao encontrou nenhum homem espantoso. Alias, acho que nunca procurou e preferiu nao aproveitar as oportunidades que lhe apareceram, talvez com medo de sofrer novamente.
Quando fiz dezasseis anos comecei a trabalhar num restaurante. A mae nao tinha dinheiro suficiente para tudo, e eu queria muito ajuda-la a liquidar as dividas.
Ainda trabalho nesse restaurante… ha oito anos… mas estou agora a terminar o ensino secundario e espero conseguir entrar para o curso de biologia no proximo ano lectivo.
 
Nao vivo numa casa com piscina… alias a minha casa é um pequeno T1 onde vivo com uma tia. Pois é, ja nao vivo com a mae. Ela faleceu ha tres anos. E é mesmo por essa razao que te respondo a carta que me mandaste, porque o seu ultimo pedido foi que te perdoasse.
 
Entao aqui vai… Morre em paz, pai. Estas perdoado.
 
Com amor,
 
Da tua filha. »
 
historia ficticia para a fabrica de historias


publicado por Jo às 15:08 | link do post | comentar | ver comentários (22) | favorito

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