Naquela tarde primaveril, enquanto eu caminhava e olhava as arvores a minha volta, ouvia os passaros chilrearem e pensava na minha seca vida, as lagrimas rolaram. Senti o calor das minhas lagrimas a rolar pela face, enquanto a brisa levemente me beijava o rosto, como que me amparando na minha tristeza. Até hoje ainda nao aceito. Nao tinhas esse direito. Abandonaste-me mesmo sabendo que eu te amava e te tinha como o homem ideal, o heroi das minhas historias encantadas.
Sentei-me, encostada a uma arvore, como que na esperança de te sentir sentar ao meu lado, mas tal nao aconteceu. Se tu me visses agora… Consegues ver-me ? Consegues sentir-me ? Sabes quem sou ? No que me tornei ? Sera que te questionas como segui a minha vida? Sera que sentes tristeza por nao partilhares das minhas alegrias, das minhas frustraçoes, das minhas desilusoes ?
E continuo a perder tempo com estas perguntas para as quais nao tenho resposta… e odeio-me por isso.
Levantei-me na esperança de te afastar da minha mente, mas aquele caminho so me leva a ti…
Ouvi passos apressados.
- Eu sabia que te encontraria aqui… - disse-me.
- É obvio… - respondi com os olhos humidos.
- Susana, tens que ultrapassar isso… - abraçou-me e senti o seu calor arrepiar-me até a espinha. – nao podes viver a tua vida, ou melhor, a nossa vida, agarrada a lembranças ! Todos nos as temos, e no entanto, a vida continua… cada individuo segue o seu caminho…
- Luis, eu sei disso tudo, mas este bosque traz-me muitas recordaçoes.
- Recordaçoes essas que te devem fazer sorrir.
Abracei-o ainda mais fortemente. Ele entendia-me.
Ele entende-me… como tu um dia me entendeste…
- Vamos embora – digo.
Nao viro costas ao caminho. Sigo em frente.
E nao viro costas a este caminho, o qual percorremos varias vezes antes de partires.
A ultima memoria que tenho tua é neste mesmo bosque. Corriamos a procura de pinhas. Tu cantavas alegre. Sorrias. Abraçavas-me. Atiravas-me ao ar.
Lembras-te da tarde que passamos a procura do Tico ? Era assim que eu chamava ao esquilo que uma vez tiveramos oportunidade de ver fugir quase a velocidade da luz.
Naquele dia deixei o bosque, mas nao deixei de la voltar. La estas vivo, nas arvores, nas folhas, nas brisas, nos finos raios que se atrevem a atravessar por entre a copa da arvore. La tenho-te para mim, mesmo nao te tendo. La sinto-te em cada chilrear, em cada flor que desabrocha…
Amo-te meu irmao, e para sempre… e o caminho continuo a percorre-lo, até ao dia em que este me leve de volta a ti e me envolva na paz que tanto procuro…
(Texto ficticio criado por mim para a Fábrica de histórias)
De aninha a 25 de Novembro de 2008 às 21:20
ta lindo o texto a serio ...
beijinho
De
Jo a 26 de Novembro de 2008 às 10:05
Obgdo aninha :) beijoca
De drink a 25 de Novembro de 2008 às 23:44
Quase que parece real mana. E as palavras envolvem-nos. (:
Bjinho à esquimó. gosto-te.
De
Jo a 26 de Novembro de 2008 às 10:06
Fico contente por teres gostado rafita :)
beijo grande ah esquimo :p :p
De sonia a 26 de Novembro de 2008 às 01:37
finalmente, desafio aceite :)
gosto-te mana linda :)
De
Jo a 26 de Novembro de 2008 às 10:06
Finalmente!!!! estava complicado :p :p
Saudades... tuas...
De MárciaB. a 26 de Novembro de 2008 às 19:01
Olá (:
Gosto muito do teu blog e deste post em particular (;
Passo a ser visitante regular, pode ser?
Bjoca *
De
Jo a 26 de Novembro de 2008 às 19:43
Ola Marcinha :) Obrigado! e sim, com muito gosto que sejas visitante regular ! agradeço :)
beijinhos
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