Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

O fim-de-semana já passou e passou-se muito bem. Entre limpezas, vodka, risos, musica e guitarra, amor e amizade, passou a correr, entre os dedos, desfiando-se em gargalhadas e conversas… Passa sempre rapido, mas quando se passa bem, nao nos importamos, porque nao temos a sensaçao de tempo perdido…



publicado por Jo às 10:53 | link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito

A meu ver, a Bélgica deve ser o pais da Europa em que a percentagem de crimes macabros é mais elevada… Desde filhos que comem as maes, pais que degolam os filhos, namorados que matam as suas mais-que-tudo, outros que as decapitam, doidos que executam massacres em infantarios… Um horror… horrores que me deixam com um nó na barriga, que me enojam, que me fazem perguntar: “Mas que raio de mundo é este??”. A resposta nunca chega e, ainda pior, a matança repete-se… e os homens matam-se uns aos outros… nao por sobrevivencia, mas por maldade, porque é assim, porque hoje em dia os problemas resolvem-se de revolver em punho ou faca no bucho… é assim… é facil, raramente punivel com toda a justiça, e as situaçoes sucedem-se… uma tristeza, uma cobardia…

Semana passada, parecendo combinado, mas nao tendo sido, dois homens em cidades diferentes aqui na Bélgica, assassinaram as suas ex-namoradas com dois tiros na cabeça, suicidando-se depois (pelo menos acabaram com a propria vida, acçao na qual encontro até uma certa classe, visto que aqueles que se tentam matar e nao o fazem, sao é uns espertos do catano…). Foi sensivelmente a mesma hora… Um dos assassinos era policia… cada vez me sinto mais segura… Motivo ? Passional… as ex-namoradas ja tinham novos companheiros, e a ideia de terem sido traidos levou-os a cometer tal crime…
Eu sei que a dor de corno é lixada… sei disso… é verdade que nos passa tudo pela cabeça. Mas dai até faze-lo acho que vai um passo tao grande…
Ontem mais um (isto agora sao uns tres casos por semana) que degolou a namorada, porque pensou (veja-se !) que a namorada o tinha traido… matou-a e fugiu…
E pronto, é isto… gente, é lixado levar com um rico par de cornos, é verdade, mas nao é o fim-do-mundo ! Alias so nos deixa mais alertos para a vida ! Agora matar ? Destruir a nossa vida e a de outrém, porque perdemos a cabeça ? Homens e mulheres ha as carradas por este mundo fora, e se nao foi com aquela pessoa, seremos felizes com outra…
Deixem-se la de brincar aos filmes que as facas cortam mesmo e as pistolas largam mesmo balas… Deixem-se la de tretas passionais. Doi sim, mas uma faca no pescoço deve doer mais. A vida segue em frente. E ninguém, por muito que a tenhamos amado merece morrer (pelo menos assassinado por nos!). Ha que ter muita calma e dar o devido valor ao que somos, e sabermos ver que a pessoa em questao nao vale o esforço…
Enfim, blablabla que nao vai mudar o mundo, mas que me fez no minimo sentir mais leve, menos presa a esta revolta que me arranha quando leio casos como estes, e que ultimamente tem sido com excessiva regularidade…

Make love not war… e olhem que aposto que é muito mais agradavel…



publicado por Jo às 09:55 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Sábado, 25 de Julho de 2009

Laugh and cry

Live and die

Life is a dream we are dreaming

Day by day

I find my way

Look for the soul and the meaning

Then you look at me

And I always see

What I have been searching for

I'm lost as can be Then you look at me

And I am not lost anymore

People run Sun to sun

Caught in their lives ever flowing

Once begun

Life goes till it's gone

We have to go where it's going

 

Chorus

And you say you see

When you look at me

The reason you love life so

Though lost I have been I find love again

And life just keeps on running

And life just keeps on running

You look at me and life comes

From...you


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publicado por Jo às 14:53 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Tinha doze anos quando recebi um postal do meu avô… Havia partido há alguns anos para a Noruega e volta e meia enviava-nos uma carta com novas sobre a sua vida, mas naquele ano enviou-me um postal.

As frases curtas e os cumprimentos para todos não foram o que me fez guardar aquele postal para todo o sempre… Foram sim as cores, o verde da paisagem, o vermelho da casa que ao fundo emergia, a calmaria das águas…
Sempre que olhava para aquela imagem sentia em mim uma vontade suprema de sair, de deixar a aldeia em que vivia para conhecer aqueles campos, aquele sossego que me parecia belo demais para ser verdade.
Sempre fora muito sensível. A minha mãe odiava que eu, como rapaz, perdesse tempo a olhar os pássaros, a pintar o que via, a ler e a escrever. Punha-me a trabalhar no campo : -« que é para ver se te fazes homem ! » - dizia.
A verdade é que nunca conseguiu roubar-me este amor por coisas simples, e nunca conseguiu perceber esta minha paixão por um postal, por umas montanhas, por uns campos verdinhos, por uma casa vermelha.
Cresci com aquela imagem na cabeça, qual obcessão.
No entanto, depois de crescer não tive oportunidade de viajar para a Noruega, para o destino que me preencheu a adolescência com sonhos e castelos na areia, a minha utopia…
Casei, os filhos nasceram e a oportunidade nunca chegou. A ideia de que a vida seria diferente, seria melhor na Noruega, foi-se dissipando, dando lugar a uma aceitação da vida como ela é. Jamais sairia do país em que nasci. Pior, jamais saíria da aldeia onde nasci… no meu coração a vontade existia, mas o meu corpo não emanava a coragem escondida no meu peito.
Um dia, já o meu filho tinha trinta anos, disse-me que ia partir.
-Para onde ?
-Para longe, pai. Quero conhecer o mundo, saber mais sobre tudo aquilo que existe, conhecer gente, povos, ideiais, maneiras, culturas.
E a coragem que me faltara em tempos, tinha o meu filho.
Fui à minha caixinha e de lá retirei o postal que o avô havia enviado. Amarelado pelo tempo, tao amarelado quanto eu envelhecido e enrugado.
Cheguei à sala de postal na mão :
-Mulher, vamos para a Noruega ?
-Olha, enlouqueceu o velho…
Olhei-a, desprovido de entusiasmo. Ela acabara de o afogar naquelas palavras.
Calma e desinteressadamente, perguntei-lhe :
-Vais comigo ou não ?
-Estás mesmo a falar a sério ? – perguntou incrédula.
-Sim, - respondi, gaguejando.
Não foi díficil convênce-la, mas preparar tudo levou o seu tempo…
Passaram quatro meses até ao dia da partida. Eu estava nervoso… ansioso… era o sonho de uma vida. Talvez um sonho estúpido para muitos, mas era o MEU sonho…
A viagem correu bem… afinal hoje em dia é tudo tão mais fácil com estes bichos denominados de aviões.
Quando chegamos a Oslo, não vi campos verdes, casas vermelhas ou águas paradas… O aeroporto. Das janelas via-se a cidade. Parecia uma cidade demasiadamente povoada…
O meu primo, que já cá vivia, foi buscar-nos e levou-nos até casa dele. Numa vilazinha, onde as casas tinham as mais variadas cores… os campos eram verdes e as montanhas completavam o cenário, tão similar ao meu postal ilustrado…
Já cá vivemos há oito meses. Conseguimos alugar uma casinha e a Maria adora estar cá… Dois meses depois de chegarmos foi-me diagnosticado um cancro nos pulmões… Diz a Maria que é do tabaco… Não é nada mulher… Se não fosse disso seria de outra coisa… Deram-me até cerca de um ano de vida. Não fiquei triste ou angustiado, porque afinal, tarde ou cedo concretizei o meu sonho…

Nunca é tarde para lutar e correr atrás dos nossos sonhos… Eu finalmente entrei no meu postal ilustrado…

 

(história fictícia)


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publicado por Jo às 13:16 | link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

Eu detesto ouvir mastigar... detesto mesmo...Seja pastilha, maçã ou até mesmo uma bolacha. Chegam mesmo a arrepiar-se-me todos os pelinhos e mais alguns...

é irritante, é nojento, é... epa, é estúpido e não consigo explicar o porquê, mas não gosto! Pronto! é isso! Sou uma nojentinha que não suporta que lhe mastiguem aos ouvidos...

E como tenho bués, resmas de sorte, a minha colega está aqui ao lado a comer Cornflakes, como quem come amendoins... assim a tirar do pacote e a mastigar qual ruminante a mastigar a erva (salvo seja, que não lhe estou a chamar vaca!). Mas pronto... mete-me impressão, incomoda-me vá...

Enfim...

 

 

P.S. - espero bem que reparem e me dêem os parabéns pelas palavras acentuadas, porque para escrever este post demorei mais de meia-hora! Vá lá dar os créditos a quem se esforçou! Vá vá!

 

P.S. 2 - mas não se habituem muito, porque das duas uma... ou são posts todos os dias mas sem acentuação, ou então posts acentuados mas tipo muito raramente, que este teclado e sistema dão-me muito trabalho e ginástica de dedos!



publicado por Jo às 09:45 | link do post | comentar | ver comentários (22) | favorito



publicado por Jo às 09:15 | link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito

Quinta-feira, 23 de Julho de 2009

Sei que ha pessoas que se fingem felizes com a minha felicidade, mas a verdade é que odeiam ver-me sorrir... era tao mais giro ver-me afundada na tristeza e mergulhada na infelicidade, nao era? Era pois...

Como tal arranjam processos para me deitar abaixo. Mas nao resulta... Peço desculpa, mas ha que tentar com muito mais esforço!

Ah, e inveja? Dessas pessoas? Porque razao, se o que tem nem a ponta de um corno equivale??



publicado por Jo às 12:13 | link do post | comentar | ver comentários (7) | favorito

Segundo a rubrica da nossa Mafalda, eu sou assim!



publicado por Jo às 10:20 | link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Quando eu andava na escola os mais sacrificados eram os mais feiinhos, os mais gordinhos, os melhores alunos... Pelo menos até a 4a classe que foi até a altura que fui massacrada por usar oculos. So quando fui para a "escola grande", para o quinto ano e me peguei a porrada com tudo quanto eram miudas mais velhas  é que ganhei respeito, ou me ganharam medo, ou sei la... a violencia nao devia funcionar, mas devo dizer que foram as muitas vezes que andei a porrada, que me protegeram das raparigas dos bairros, que andavam sempre de facas e tesouras em punho prontas a bater em quem nao era dos bairros.

Mas disse até a quarta, porque antes disso, tinha eu seis ou sete anos, e usava oculos. Um rapaz da minha turma (com 14 anos, note-se!) passava a vida a chamar-me "caixa de oculos" e massacrava-me. Eu nunca contei nada em casa. Até ao dia em que cheguei toda rota. Tinha levado uma tareia no patio da escola. Ele e os primos bateram-me. Eu com seis anitos e ele com 14. Eu pequenina, ele enorme. Levei porrada negra nesse dia, mas deixei de ter medo. Depois disso o meu pai foi la a escola e assustou-o tanto que o rapaz se mijou todinho... mesmo... desde entao passou a ser o meu guarda-costas. Mas primeiro foi preciso molhar-me a sopa...e que bem que molhou...

Mas avante... ao que quero chegar é: antigamente também se gozava com os miudos, também se massacrava. Se nao era por serem feios, era por serem caixas-de-oculos, por usarem aparelho, por vestirem roupas usadas, por serem gordos... Aqueles que eram mais bonitinhos, ou os que tinham dinheiro e ja desde miudos tinham a puta da mania que tinham este mundo e o outro, nao eram massacrados por ninguém. OK ok, de vez em quando podiam levar nas fussas, por parte dos putos dos bairros, mas isso raramente acontecia...

Hoje li uma noticia estranha... esta mesmo tudo a mudar neste mundo...

Uma menina de 15 anos matou-se por ser "bonita demais". Ao que parece, Simone era ha anos massacrada pelos colegas na escola, chegando ao ponto de levar com pedras e de lhe cuspirem quando passava na rua... Anos assim... O dia chegou em que teve de deixar de ir a escola, e os pais a ensinavam em casa, tal era a quantidade de miudos que a tratava mal por ser tao bonita... Pelos vistos a miuda viveu anos deprimida, e acabou por se matar, atirando-se de uma ponte com doze metros de altura...

Triste... é que eu saber que os putos na escola nao gostavam de caixas-de-oculos e etc, ja sabia, mas em relaçao a pessoas  bonitas nao conhecia esta aversao...

Independentemente de pessoas bonitas ou feias, a verdade é que muitas vezes nas escolas as crianças vivem pequenos traumas... lembro-me do meu primo que foi super massacrado na escola, porrada, roubavam-lhe tudo e chegaram ao ponto de o mandar roubar senao ainda lhe batiam mais... e as escolas o que fazem? Nada...

 

Digam-me la, o que acham disto tudo? Acredito que a violencia entre alunos ainda se mantenha, nao foi so no meu tempo...e se ha alguns que nao se deixam ficar (como eu, que andei sempre a batatada), ha outros miudos que nao conseguem dominar a situaçao, ou pelo menos iguala-la... que fazer para os ajudar?



publicado por Jo às 09:10 | link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Soube sorrir-me e amar-me.

Soube confiar-me e fazer-me confiar.
Percebe o que me vai na alma.
Percebe o que quero e o que repudio.
Um sorriso, um abraço…
Um olhar, uma gargalhada…
Uma conversa, uma confidencia…
Um amor, uma paixao…
Um carinho…
Abraça-me na esperança de me ouvir o coraçao,
Mas este é mudo,
Fala so comigo,
Ninguém o ouve…
Sorrio-lhe…
Beijo-lhe o rosto.
Aperto-o com força…
E apetece-me dizer-lhe:
“Nao imaginas o bem que me fazes!”
Apetece-me dizer-lhe que quero estes momentos para sempre…

Mas nao posso…



publicado por Jo às 13:25 | link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito

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